Eu acho uma cara de pau muito grande chegar aqui seis meses depois esperando comentários e leitores aflitos. Porém, preparem o estoque de óleo de peroba, porque eu voltei aqui pra sentar o dedo nessa porra e voltar a ativa. Cansei de ser passiva. Após muita reflexão e processos por plágio online, cá estou ruminando muita porcaria para vocês. Não passei no CEFET, como já era de se esperar. Tem prova da UPE no fim do ano, mas eu estou nem aí pra ela. Minha vida se resume a brindar o socialismo com coca-cola, traduzir fanfics e xingar padres católicos. Enfim, uma veadagem vadiagem só.
Metade dos meus ancestrais provenientes da Península Ibérica afirmam que eu estou rebelde demais. A única diferença é que eu não falo espanhol nem pinto o cabelo de vermelho. Rebelde ou não, até eu sinto que mudei bastante nos últimos meses. E viva a adolescência. Em mais um momento de reflexão nesses últimos dias, me peguei pensando no que seria ser (nossa, que feio.) rebelde. Mentira, eu pensei nisso cinco minutos atrás e estou enrolando no post.
SOU PAMK, AFOGO A MAE NO TAMQ. 100% pãmq SK8oito boy rock an veia |,,|
Meio metro de cabelo verde espetado, calças rasgadas e piercing na língua. Metade da população acha que isso é ser rebelde. Ou não. Mas pra minha mãe é, se ela está dizendo QUEM sou eu pra discordar. Enfim, a única diferença é que eu tenho meio metro de cabelo rosa espetado, calças folgadas e piercing na sobrancelha. Mentira, tive de tirar e pintei meu cabelo de preto. Meu pai e minha mãe eram rebeldes no tempo dele (4000A.C.), well, whatever, nevermind.
Enfim, soltando a roda vira e solta e vem, eu me peguei (que coisa mais assexxxuada) imaginando um rebelde em várias épocas da nossa história. Dois mil anos atrás, ser rebelde era deixar a barba crescer, beber vinho, sair gritando que era a salvação e terminar morto pelo exército. Bem punk. Mil e setecentos anos atrás, o negócio era fugir de casa antes dos 18 anos, fugir para a Normandia e matar o máximo de franceses que visse pela frente. Trezentos anos atrás a onda rebelde era dançar labamba ao som do hino francês e invadir a bastilha na linha de frente até cair no chão numa dança hipnotizantemente agonizante, sob o refrão Liberté, Egalité, Fraternité. Quinhentos anos atrás, o rebelde usava tangas e interagia com pessoas fedorentas vistas sob olhares discriminantes dos nativos brasileiros. Em 1940 o negócio era vestir vermelho e tacar preda nos países vizinhos. 1969 o rebelde jogava bolinha de gude no meio da rua. 1994 o rebelde do meu pai ia para Woodstock ver o Green Day no dia que minha mãe me paria; enquanto ela me expulsava sem mais delongas do corpo dela, ouvia Raul Seixas e usava heroína pra passar a dor. Até minha avó foi rebelde depois que atirou o livro de latim na freira e saiu correndo pro pátio do colégio interno.
Acho que todo mundo teve um passado negro. Até o Aa ouvia Nirvana no passado, véi. Então enquanto eu não aquieto-me, continuo aqui no meu protesto individual por mensagem alguma ouvindo Metallica enquanto tento pensar no fim desse texto.
Da end.
ANTES DO THE END, ALGUÉM AQUI SABE PELO AMOR DE DEUS QUEM É ESSE MAU CAMINHO INTEIRO? (6)
Hamerra88 ou algo parecido from youtube. QUEM É QUEM É? Quem és tu garoto despótico.
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