quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Não esperem um post aqui

Inicialmente esse post era sobre minhas aventuras ao tentar fazer meu novo óculos, mas vamos deixar pra depois. Algo mais importante agora. Depois de toda aquela declaração afetiva para com a trilogia Fronteiras do Universo que você pode ler aqui eu PRECISO escrever sobre o último livro da trilogia. Já deu pra notar que eu virei super fã da série de cara, e que eu poderia ser super fã seis meses atrás, mas não fui. Detalhes. Se você não se interessa pelos livros ou não se importa com spoilers continue a ler esse post. Se não, pare por aqui e registre mais uma vez os elogios que eu mando pro Philip Pullman mesmo sabendo que ele nunca vai saber. A Luneta Âmbar é fodão, mas é triste pacas. Vamos lá para mais uma análise fracassada literária, um serviço de utilidade pública do Lixo Incrivel (aquele R de marca registrada aqui) para o povo. Ééé Lula de novo com a força do povo!


Me fez chorar :(


A Luneta Âmbar é como todo mundo já sabe o último livro da estupenda trilogia de Pullman, e que eu amei. É quando explode a guerra da "República do Céu" e depois de uma série de mortes que só perdem pra as de J.K. Rowling em Harry Potter and the Deathly Hallows, o livro continua sendo bom. Afinal, não que eu seja uma psicopata, mas mortes de vez em quando até alegram um livro. Eu particularmente vibrei (heh) com a morte da Sra. COULTER e do LORDE ASRIEL. Mas não gostei do Balthamos, o anjo, ter morrido. Mas ele tava sofrendo por causa da morte do Baruch (um anjo que guiou ele, era como companheiro dele, mas eles não são gays ok?), mas ele não devia ter morrido. Ele era sarcástico e gatinho corajoso, por mais que tivesse FUGIDO igual uma mulherzinha de uma guerra. Gostei muito da lógica que o Pullman jogou em todo livro, da primeira até a última. Por exemplo, se Lyra não tivesse bisbilhotado no começo da Bússola de Ouro, nada disso tivesse acontecido e ela nunca conheceria Will. Outro filho da mãe que apareceu só pra deixar a história mais triste. Will aparece no livro "A faca Sutil", tem a mesma idade de Lyra e é um assassino fugindo da polícia da Inglaterra. Ele encontrou o mundo de Cittágazze por acaso e todo aquele blá blá blá de quando eles se conheceram. Na "A Luneta Âmbar", Will e Lyra descobrem que estão apaixonados (BLEEEEERGH! Nojinho) e ficam e juntos e tal. Mas antes disso Lyra e Will vão ao mundo dos mortos salvar Roger (o infeliz que Lyra "matou" no livro 1) mas os Daemons não podem ir, e Lyra se separa de Pan. Eu chorei agarrada com meu CACHORRO ok? Porque Pan estava em forma de cachorro quandoLyra deixou ele, e foi triste cara. Depois de abrir uma janela no mundo dos mortos pra os mortos fugirem e se acabarem no ar do mundo que Mary Malone (a física, ex-freira safadinha com webcam) estava com os MULEFAS, virando milhões de partículas de luz (O PÓÓÓ!!!!!1) eles vão pro mundo que Lorde Asriel está pra encontrar seus daemons. Então tem uma porrada de luta, alguns fantasmas lutam contra espectros e coisas do tipo. Não sei descrever lutas. Mas a Sra. Coulter e seu marido fanfarrão morrem lá, junto com Deus. Mas no fim de tudo Will e Lyra descobrem que não podem ficar juntos, pois são de mundos diferentes. Seres de outro mundo não sobrevivem muito num mundo diferente do seu, então eles têm que se separar. Tá foi triste, os daemons assumiram suas formas verdadeiras e eles nunca mais se vêem. Foi triste e tal, mas acho que acabou melhor assim sabe... Will no mundo dele cuidando da mãe dele e com seu daemon e Lyra no dela, de volta à faculdade Jordan com Pantalaimon e todo Solstício de Verão, todos os dois indo pra um determinado banco no jardim botânico de Oxford ao meio-dia, pra se sentirem mais juntos. E de fato a Oxford de Lyra e a Oxford de Will estavam e estão sempre juntas, mas nunca se tocarão.

Não quero mais falar sobre isso.